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quarta-feira, 7 de março de 2012



  'A tristeza me corroe por dentro a cada segundo que se passa. Meu mundo está desmoronando lentamente, junto com tudo de bom que aconteceu em minha vida. Eu estou deitada em meu sofrimento - cada vez maior -, enquanto todas as pessoas que conheço estão em uma paz serena, sem perturbações. 'Porque?' - penso. Porque seria eu a pessoa a ser odiada? Então me lembrei. A cada momento, minhas lembranças foram aparecendo em minha memória, como se o borrão que estava lá uma vez, agora fosse uma imagem nítida. E com cada segundo em que podia aproveitar daquela clareza, vi uma criança. 'Mas de quem?' - começo a pensar novamente. Então a imagem fica nítida novamente, e ao lado daquela criança, tão indefesa, como se fosse uma borboleta, apenas protegida por suas asas, vejo uma menina, pequena, mas forte. Tento então, olhar mais de perto. Aquela menina.. Quem era? Então a imagem, em vez de voltar ao seu estado inicial, aquele borrão, ela começa a ficar cada vez mais nítida. Cabelos loiros e sedosos, presos em dois rabos-de-cavalo, um em cada lado de sua cabeça. Bochechas rosadas, mas olhos tristes, estampavam seu rosto endurecido. Ela tinha o que? 11 anos? 10? Não sabia. Mas aquela menina, sim, eu a conhecia de algum lugar. Talvez um passado recente, um futuro inexistente? Nunca iria saber a verdade. Apenas sabia, que aquela outra criança, a em forma de borboleta... Bem, ela era muito melhor que a menina. A criança com certeza teria um futuro brilhante, iria amar, ter filhos e um trabalho em que iria se apaixonar, enquanto aquela menina, a forte, a rígida.. Bem.. Digamos que ela se tornaria em alguém como eu. Fria e calculista.'

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